sábado, 24 de fevereiro de 2024

Resenha: Histórias variáveis: coletânea de cordel / José de Souza Zumba (Gonçalo)

 

HISTÓRIAS VARIÁVEIS de JOSÉ DE SOUZA ZUMBA (Gonçalo) é um livro popular que se centraliza na LITERATURA DE CORDEL a fim de apresentar de forma romantizada os causos errantes que derivam das coisas simples e a cena prática do cotidiano, reimaginando de maneira aberta suas experiências como telespectador da vida.

Essa perspectiva inicial de se teletransportar como parte da história a partir das memórias de quem escreve, aproxima mais o leitor da interpretação do fenômeno escrito por se tratar de uma narração curta que faz parte dos aspectos sociais, ao gerar trocas de sentimentos auto interpretativos.

Minha impressão nesse sentido, tomando como base a experiência e a comparação de leitura a outras obras de mesmo gênero, sobressai oportunamente sobre a prática do assunto ao figurar a condução instintiva que nos leva ao fato concreto de experienciar as trocas vinculares do ser humano em suas diferentes óticas sobre o cotidiano social.

Como estrutura a prosa de JOSÉ DE SOUZA ZUMBA se contrapõe ao texto em verso, antecedendo à noção dos gêneros textuais.

Em poesia faz parte do projeto a CENA, que cria relacionamentos e logo em seguida é quebrada como ponto de fuga, assim o cordel que bebe da prosa poética flui de forma natural sem muitas explicações sobre o CAUSO.

Essa retilinidade e abertura em HISTÓRIAS VARIÁVEIS concretiza não só o gênero literário explícito do autor mas também seu manejo prático para a criação que foi desenvolvido ao longo dos anos como cordelista de folhetim.

No fim, ler HISTÓRIAS VARIÁVEIS assim como em todo bom livro de poesia é aventurar-se em um mundo pessoal e autobibliográfico do autor, onde compartilhamos ideias, sobrevoamos incertezas e compreendemos de forma verdadeira o sentimento de criação dado as interpessoais da vida.


Uma resenha literária de: ENOQUE OCARDOZO – é Pai, Professor / através da faculdade de Pernambuco – UPE 2009/2012, Pesquisador em História, escritor/poeta/romancista/contista/cronista, Designer Gráfico Editorial, Ilustrador, Editor Chefe da Editorial Casa de Bonecas (ECB), Presidente Fundador da Academia Independente de Letras (AIL), da Ordem Literária SCRIPTORIUM e CASA LITERÁRIA ENOQUE CARDOZO – CLEC, Sócio Honorário da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA & Academia de Letras do Brasil/Minas Gerais/Região Metropolitana de Belo Horizonte - ALB/MG/ RMBH. Membro benemérito da Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes/BRASILIS – AICLAB, Retentor dos títulos de REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA “APONTADOR LITERÁRIO” 2021, “PALADINO LITERÁRIO” 2022 e “DOMINUS LITERÁRIO” 2023 pela Ordem Literária SCRIPTORIUM. PRÊMIO CANETA DE OURO / destaque literário 2022, COMENDA ATIVISTA DA CULTURA NACIONAL / homenagem à semana de arte moderna (1922) 2022 e TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO / homenagem alusiva ao bicentenário da independência do Brasil 2022 pela FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES (FEBACLA). 


ZUMBA, José de Souza. Histórias variáveis: coletânea de cordel / José de Souza Zumba (Gonçalo) – 1ª ed. – São João , PE : Editorial Casa de Bonecas (ECB), 2024. 74 p.: il. ISBN: 978-65-5480-157-7

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Resenha: Calixto e Ângela: e outros contos fantásticos / Fábio Alves Ferreira Leite

CALIXTO E ÂNGELA: E OUTROS CONTOS FANTÁSTICOS de FÁBIO ALVES FERREIRA LEITE assim como todo bom conto beira o mito, ao mesmo que é regado pelas experiências remotas do cotidiano, expondo o conflito e os costumes dados à ascensão e à queda social, ao agir também como crítica para a sociedade atual e suas relações primárias, práticas e superficiais.

Ao longo dos treze contos que se sobrescrevem quase que rítmicos, a razão e a liberdade se acentuam cada vez mais, mostrando como instinto a rebelião dentro do homem como uma coisa vazia a ser preenchida com uma nova forma de mitologia humanística.

De certa forma a liberdade apresentada rouba a consciência como verdade para formar uma paródia estratégica que não contraria, mas se adapta as condições atuais sobre o mito em si, de ser e estar na locução e saber que é uma história curva que adapta e se permite a representação humana.

No geral são perceptíveis as fases e mudanças que fluem, infundem e nos deixam levar pela história.

A voz para os contos de Fábio reflete a vida tão próxima de tudo que torna a leitura agradavelmente natural pela profusão de imagens mentais que já esperamos e encontramos espontaneamente em nossas próprias experiências, nas nossas próprias imagens que nos descrevem em cena ou vinculam como um detalhe de um ambiente conhecido, porém familiar, não dito, mas curioso pela relação próxima e distante com o regresso aos lugares da infância, cristalizados em nossas memórias que não esperamos que mudem.

No fim, ler CALIXTO E ÂNGELA me trouxe, como experiência pessoal, CONFORTO para as coisas simples que já vi em um mundo complicado... conforto para a cena prática do cotidiano e essa liberdade criativa de reimaginar como verdade determinista a vida.



Uma resenha literária de: ENOQUE OCARDOZO – é Pai, Professor / através da faculdade de Pernambuco – UPE 2009/2012, Pesquisador em História, escritor/poeta/romancista/contista/cronista, Designer Gráfico Editorial, Ilustrador, Editor Chefe da Editorial Casa de Bonecas (ECB), Presidente Fundador da Academia Independente de Letras (AIL), da Ordem Literária SCRIPTORIUM e CASA LITERÁRIA ENOQUE CARDOZO – CLEC, Sócio Honorário da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA & Academia de Letras do Brasil/Minas Gerais/Região Metropolitana de Belo Horizonte - ALB/MG/ RMBH. Membro benemérito da Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes/BRASILIS – AICLAB, Retentor dos títulos de REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA “APONTADOR LITERÁRIO” 2021, “PALADINO LITERÁRIO” 2022 e “DOMINUS LITERÁRIO” 2023 pela Ordem Literária SCRIPTORIUM. PRÊMIO CANETA DE OURO / destaque literário 2022, COMENDA ATIVISTA DA CULTURA NACIONAL / homenagem à semana de arte moderna (1922) 2022 e TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO / homenagem alusiva ao bicentenário da independência do Brasil 2022 pela FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES (FEBACLA). 


LEITE, Fábio Alves Ferreira. Calixto e Ângela: e outros contos fantásticos / Fábio Alves Ferreira Leite – 1ª ed. – São João , PE : Editorial Casa de Bonecas (ECB), 2024. 132 p.: il.

Resenha: Calados / Roberta Tavares

CALADO: Em silêncio; que não faz barulhos: ambiente calado. Que não fala em excesso; que tende a ficar quieto: menino calado. (Figurado) Que não se mostra nem se manifesta; silencioso: intenções caladas.

 

CALADOS de ROBERTA TAVARES é um exercício para quem deseja viajar dentro do mundo íntimo do ser humano, diante dos vários caminhos que a vida apresenta, na particularidade de cada individuo, seja através da tristeza, melancolia ou um suposto sentido da vida que muitos ainda procuram.

Roberta Tavares assim, criou uma frequência remota de seu cotidiano, expondo conflitos, dados a ascensão e a queda sobre suas relações primarias e práticas, acentuando cada vez mais o instinto a ser preenchido com uma nova forma de liberdade sentimental no qual a saúde mental está no centro.

Aqui a humanidade do ser vivo é o lapso que apresenta e rouba a perspectiva curva do real para formar uma paródia estratégica que não contraria o espaço perceptível, mas define a liberdade concreta em fases que fluem e infundem suas próprias experiências, permitindo o regresso aos lugares seguros da mente que estão cicatrizadas nas nossas memórias.

No fim, CALADOS é a voz simples e particular de uma menina que reflete a vida tão próxima de tudo pela profusão de imagens mentais para as coisas simples do mundo complicado e a cena prática do cotidiano, reimaginando de maneira aberta suas experiências como paciente.

CALADOS de ROBERTA TAVARES é isso uma multiplicidade de objetos cotidianos que dialogam com a saúde mental e marcam o lugar e o comportamento como um só sujeito que dialogam como tentativa de dar força a mudanças características, pessoais e atitudes que levam as pessoas ao sucesso com atitudes mentais para encaramos a vida ao materializar a maneira objetiva que levara ao sucesso.


TAVARES, Roberta. Calados / Roberta Tavares – 1ª ed. – São João , PE : Editorial Casa de Bonecas (ECB), 2024. 142 p.: il. ISBN: 978-65-5480-144-7.

Uma resenha literária de: ENOQUE OCARDOZO – é Pai, Professor / através da faculdade de Pernambuco – UPE 2009/2012, Pesquisador em História, escritor/poeta/romancista/contista/cronista, Designer Gráfico Editorial, Ilustrador, Editor Chefe da Editorial Casa de Bonecas (ECB), Presidente Fundador da Academia Independente de Letras (AIL), da Ordem Literária SCRIPTORIUM e CASA LITERÁRIA ENOQUE CARDOZO – CLEC, Sócio Honorário da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA & Academia de Letras do Brasil/Minas Gerais/Região Metropolitana de Belo Horizonte - ALB/MG/ RMBH. Membro benemérito da Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes/BRASILIS – AICLAB, Retentor dos títulos de REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA “APONTADOR LITERÁRIO” 2021, “PALADINO LITERÁRIO” 2022 e “DOMINUS LITERÁRIO” 2023 pela Ordem Literária SCRIPTORIUM. PRÊMIO CANETA DE OURO / destaque literário 2022, COMENDA ATIVISTA DA CULTURA NACIONAL / homenagem à semana de arte moderna (1922) 2022 e TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO / homenagem alusiva ao bicentenário da independência do Brasil 2022 pela FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES (FEBACLA). 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

CANTO AO AMOR por MARIA DO CÉU SILVA DA CRUZ

CANTO AO AMOR

Canto ao amor

que na vida se sente,
(que) ao desejo fugaz perdure,
perene,
no peito doa e more eternamente
(como raiz em árvore a vida lhe assegura)
Canto ao amor duradouro,
que não brilha e não atavia qual diamante,
(que) é pele de que o corpo se reveste
e se traja bem mais longe que o instante.
Canto ao amor que fere a distância,
a encurta e a torna confinante,
que é alma e se nos pega e se respira
até distante
que é terno, afetuoso, amor amante.


MARIA DO CÉU SILVA DA CRUZ
05º Membro Correspondente AIL
Brasil/Portugal

TENTAÇÕES por MARIA DO CÉU SILVA DA CRUZ

TENTAÇÕES

Se no meu coração eu rebuscasse,
do nosso amor restariam pedaços,
e de mim obsoletos retratos,
da mulher que tanto te amou.
E se de mim quiseste afetos eu tos dei,
se amar-te foi a minha vida, eu te amei.
E navegando nas minhas emoções,
eu por amor te reencontrei.
E se a alma me pede remanso,
o meu corpo apaixonado exige o teu abraço,
como se de sede de ti eu morresse,
como morre na noite o sol de cansaço.
E enfim vou em ti ressuscitar,
como se a mim voltasse a fantasia
de um velho sonho recomeçar,
e o meu olhar ganha aquele brilho
já embriagado pela luz do luar.


MARIA DO CÉU SILVA DA CRUZ
05º Membro Correspondente AIL
Brasil/Portugal

ÁGUA E SAL por MARIA DO CÉU SILVA DA CRUZ

ÁGUA E SAL

Sentada no velho alpendre olho o horizonte,
no vazio, as lembranças que a saudade disfarça,
os pássaros chilreiam entre o arvoredo
e nas minhas mãos trémulas eu agarro o medo,
de sucumbir nesta amarga farsa.
Das memórias me oculto no velho alpendre,
como se a luz do dia as pudesse camuflar.
A solidão é o grande tempero
que nutre a saudade no meu paladar.
E se às lágrimas peço final,
delas me alimento em água e sal.
Nesta inquietude que na alma fermenta,
cada lembrança me é especial.


MARIA DO CÉU SILVA DA CRUZ
05º Membro Correspondente AIL
Brasil/Portugal

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Cerimonia Mista / TÍTULO DE REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA "DOMINUS LITERÁRIO" / premiação POLIMATA / Diplomação AIL 2023


A Academia Independente de Letras - (AIL) / Ordem Literária SCRIPTORIUM com sede administrativa na cidade de São João/PE, situada na Rua Nelson Francisco, 414 e inscrito no CNPJ: 30.661.681/0001-08 na pessoa do Presidente Fundador Enoque Cardozo, realizou em 05 de Dezembro de 2023 a cerimônia mista de diplomação / apresentação / premiação e titulação, sendo eles o TÍTULO DE REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA "DOMINUS LITERÁRIO" / A PREMIAÇÃO DE REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA "POLIMATA" e a cerimonia de apresentação e diplomação de seus escritores/autores aceitos no processo seletivo AIL do ano de 2023 e anos anteriores realizada na CASA DA CULTURA, situada no Seminário São José. Av. Rui Barbosa, 200 - Heliópolis, 55296-300, próximo ao Colégio 15 de Novembro cidade de Garanhuns - PE das 14h às 17h.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Resenha: Desatinos ao versejar / Paulo Roberto Monteiro de Sousa

DESATINO: Loucura; expressão de falta de juízo, de bom senso, de tino. Comportamento, ação ou dito da pessoa desatinada, louca, insana.

VERSEJAR: O mesmo que: poeta, poetiza, rima, versa. Fazer versos; poetar, trovar.

 

Rítmica em seu comportamento, louca em suas expressões... DESATINOS AO VERSEJAR, ou melhor, A LOUCURA EM FORMA DE POESIA é um livro que nos transmite de forma eficaz como experiência um panorama geral sobre o autor e sua forma de ver a vida, dando voz aos seus sonhos e relações transformando a matéria do cotidiano em poesia e revelando seus estilos e vontades, como sinônimo direto e proporcional do dia-a-dia.

E SIM... de fato o cotidiano permeia todo poeta como parte robótica para a criação.

Depois das primeiras incursões da poesia ao lirismo social e a intensa prolífica atividade literária de um leitor é desdobrada a escrita como parte liberal do ser material que somos, adotando e fundindo a palavra poética com a ação que expressa o poetizar, essa ação, esse desatino emocional torna assim a fórmula periódica e ao mesmo tempo a companhia que firma temas de nosso dia a dia como a solidão, a morte, o amor, a loucura, o místico e o amor como tabus pessoais que versa o autor em modo sistemático resultando como recompensa as diferentes sensações dada a interação interpessoal do leitor ao autor.

Ler este livro é encontrar na poética de PAULO ROBERTO MONTEIRO DE SOUSA um velho amigo, não porque antes tenha lido um livro dele, mas porque PAULO ROBERTO toma para si e faz as poesias — suas. Fazendo-me pensar que quem as escreve, descreve, penso eu, também fases de minha vida.




SOUSA, Paulo Roberto Monteiro de. Desatinos ao versejar / Paulo Roberto Monteiro de Sousa – 1ª ed. – São João/PE. 1. ed. Academia Independente de Letras (AIL) em parceria com a Editorial Casa de Bonecas (ECB), 2023. 82 p.: il. ISBN: 978-65-5480-076-1

Uma resenha literária de: ENOQUE OCARDOZO – é Pai, Professor / através da faculdade de Pernambuco – UPE 2009/2012, Pesquisador em História, escritor/poeta/romancista/contista/cronista, Designer Gráfico Editorial, Ilustrador, Editor Chefe da Editorial Casa de Bonecas (ECB), Presidente Fundador da Academia Independente de Letras (AIL), da Ordem Literária SCRIPTORIUM e CASA LITERÁRIA ENOQUE CARDOZO – CLEC, Sócio Honorário da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA & Academia de Letras do Brasil/Minas Gerais/Região Metropolitana de Belo Horizonte - ALB/MG/ RMBH. Membro benemérito da Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes/BRASILIS – AICLAB, Retentor dos títulos de REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA “APONTADOR LITERÁRIO” 2021, “PALADINO LITERÁRIO” 2022 e “DOMINUS LITERÁRIO” 2023 pela Ordem Literária SCRIPTORIUM. PRÊMIO CANETA DE OURO / destaque literário 2022, COMENDA ATIVISTA DA CULTURA NACIONAL / homenagem à semana de arte moderna (1922) 2022 e TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO / homenagem alusiva ao bicentenário da independência do Brasil 2022 pela FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES (FEBACLA). 

Resenha: Delírios poéticos / Paulo Roberto Monteiro de Sousa

DELÍRIO: Estado de alteração mental que faz com que um indivíduo apresente uma visão distorcida da realidade, sendo que isso pode ser demonstrado de diferentes formas, por meio de uma confusão mental, de uma redução da consciência e até mesmo de alucinações.

POÉTICO: Que pertence à poesia, que é próprio dela. Apropriado para inspirar um poeta. Que comove; emocionante.

 

PAULO ROBERTO MONTEIRO com a sua poética do delírio revela como análogo ao seu projeto surrealista uma trajetória composta pela incursão do cotidiano e a inspiração que alega outro sentido à vida sobrepondo a emoção lírica dada a consciência do agora como raiz que parte da jornada do poeta, desenvolvendo objetos e relações entre a arte e a loucura de estar vivo.

Como referência essa vontade de estar em coletivo para a relação autor/leitor recorre ao espectador que é o leitor em função de uma percepção familiarizada caracterizada por sua intensa expressividade ao questionar, portanto, a arte racionalista justamente com o desvio da própria relação entre o método e a vida pela perspectiva ou analise para a infinitude que é a arte que pertence à poesia e seu reduto emocional que demonstra e requer mais espaço, mesmo que distorcido por meio da inspiração material que comove e causa oportunidades.

Ler DELÍRIOS POÉTICOS é trabalhar com a perspectiva como base para a poesia do cotidiano ao ponto de transcender o convencional biográfico do artista/poeta extraindo assim seus temas técnicos, tendenciosos e críticos que autodefinem a singularidade e a interpretação do imaginário... rimando, interagindo e reapresentado o dia-a-dia para uma ação e reação mágica, guiada pela existência e experiência da linguagem e a transfiguração da realidade... fundindo-se com o sonho e o desejo de sonhar.







SOUSA, Paulo Roberto Monteiro de. Delírios poéticos / Paulo Roberto Monteiro de Sousa – 1ª ed. – São João, PE. 1. ed. Academia Independente de Letras (AIL) em parceria com a Editorial Casa de Bonecas (ECB), 2023. 78 p.: il. ISBN: 978-65-5480-091-4

Uma resenha literária de: ENOQUE OCARDOZO – é Pai, Professor / através da faculdade de Pernambuco – UPE 2009/2012, Pesquisador em História, escritor/poeta/romancista/contista/cronista, Designer Gráfico Editorial, Ilustrador, Editor Chefe da Editorial Casa de Bonecas (ECB), Presidente Fundador da Academia Independente de Letras (AIL), da Ordem Literária SCRIPTORIUM e CASA LITERÁRIA ENOQUE CARDOZO – CLEC, Sócio Honorário da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes – ANELCA & Academia de Letras do Brasil/Minas Gerais/Região Metropolitana de Belo Horizonte - ALB/MG/ RMBH. Membro benemérito da Academia Internacional de Ciências, Letras e Artes/BRASILIS – AICLAB, Retentor dos títulos de REFERÊNCIA E QUALIFICAÇÃO LITERÁRIA “APONTADOR LITERÁRIO” 2021, “PALADINO LITERÁRIO” 2022 e “DOMINUS LITERÁRIO” 2023 pela Ordem Literária SCRIPTORIUM. PRÊMIO CANETA DE OURO / destaque literário 2022, COMENDA ATIVISTA DA CULTURA NACIONAL / homenagem à semana de arte moderna (1922) 2022 e TÍTULO DE HONRA AO MÉRITO / homenagem alusiva ao bicentenário da independência do Brasil 2022 pela FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES (FEBACLA).