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terça-feira, 20 de outubro de 2020

MENTIRA QUE ENTRETÉM por Leandro Emanuel Pereira

Dou por mim a praguejar sozinho, indignado com as injustiças verificadas em vários pontos do globo. Mas a certa altura percebo que tenho vestida uma t-shirt que me custou dois euros, produzida num país que não respeita a vida humana, bem como os direitos dos trabalhadores, logo, a minha bússola moral ativa a minha consciência, fazendo-me sentir culpado por ceder às demandas do capitalismo. Sendo assim, para atenuar a minha culpa, escrevo um post na Internet, onde denuncio esta barbárie. Eis que me lembro, que para eu ter a acesso a um computador com um preço que seja consonante com os meu rendimentos, crianças no Congo são perfidamente exploradas em minas de coltan. 

Quanto mais aprofundo a reflexão, mais tenho a certeza que a conivência verificada neste processo diz respeito a todos nós, usuários de toda a panóplia de artefactos que nos trazem conforto físico, mesmo que tenhamos que vender a nossa alma, ao deixarmos proliferar a nuvem negra do mal, causado por nós, humanos. 

Talvez só nos reste a esperança de um cataclismo, para que a natureza cumpra a sua vontade com a sapiente seleção natural, onde todos os constructos humanos, tais como dinheiro; status social; etc, se deparem com a crueza da génese cósmica. Depois disso, sobreviverão os homo sapiens sapiens que estiverem aptos, provavelmente aqueles que passaram privações. Se assim não for, será mais uma extinção em massa de uma espécie, como tantas outras já verificadas ao longo dos mais de quatro biliões de anos de existência do planeta terra, porque de especiais não temos nada, excepto o facto de termos a possibilidade de compreendermos a nossa real insignificância... 


– MENTIRA QUE ENTRETÉM –

Quão ampla é a surdez do egoísmo?
Quão lata se mostra a ignorância?
Quanto mais enaltecido;
Menor a consciência...

Vestimos pergaminhos;
Que exaltam a opulência;
Proclamam dividendos;
Envidam a jactância...

Paradoxalmente somos vazios;
Daquilo que preenche a alma;
Os nossos sonhos são esguios;
Ardemos em pouca chama...

Abraçamos causas veementemente;
Com vista a melhorar o mundo;
Ainda que de forma estridente;
Ignoremos a mudança singular de fundo...

Ser influencer;
De Louis Vuitton vestido;
Chorando os pobres sem vermelhecer;
Com semblante comovido...

O que mais há a ambicionar?
Não afloremos demais a realidade;
Podemos descobrir uma Siria a deflagrar;
Ou um Iémen onde morreu a humanidade...

Olhos que não veem;
Coração que não sente;
Mentira que entretém;
A fraqueza displicente...

Para mudar;
Mude-se a estrutura;
Há que obliterar;
A fuligem da amargura...



LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

O MAR NÃO SE ABRIRÁ PARA OS JUSTOS por Leandro Emanuel Pereira

Temo o extremismo. Temo pelo facto de compreender o perigo que representa para a liberdade de cada cidadão, ainda que consubstanciando sempre que a liberdade de cada um de nós deve estar sempre alinhada com princípios morais e éticos subjacentes ao bem comum, algo que parece chocar com os agentes da modernidade líquida descontruida por Zygmunt Bauman, que em prol do propósito individual, parecem esquecer-se da empatia. Portanto, percecionamos hoje muitas pessoas que se fecham numa bolha ideológica, pois servem-se de uma panóplia de argumentos, para aguçar o seu ego em vez de promoverem uma sociedade mais justa. Juntemos a esta equação a ignorância, que nos impede de compreender a história, a ciência, e sobretudo nos prejudica a capacidade de aprender a pensar. Desta mescla de factores vemos e sentimos o que não queriamos percecionar, tal como o racismo estrutural que por vezes parece tão vivo como no período da colonização.


– O MAR NÃO SE ABRIRÁ PARA OS JUSTOS –

Poderia ter sido;
Outro negro qualquer;
Mais um que tivesse vivido;
A dor de alma que ninguém quer...

Será em vão a morte?
Mero atrofio do destino?
Quando nos alienam a sorte;
Todo o ato parece maligno...

Poderia ter sido;
Um caucasiano genérico;
Daqueles que negam o racismo;
Em tom colérico...

Os tais que ainda não descobriram;
Que partilham o genoma;
Com aqueles que odiosamente subjugam;
Terá cura a ignorância regada com soberba?

O mar não se abrirá para os justos;
Nem para os ímpios;
Mas a terra se fechará para todos;
Sem levar em conta a cor dos seus filhos...

Enquanto poeira cósmica que somos;
Materializada fugazmente;
Em seres humanos;
Pouco exploramos a causa imanente...

O preto não pode ir para a sua terra;
Se o branco não acordar;
Um só pedaço perfez a pangeia;
A sua omissão faz o mal perdurar...

O universo não sabe da nossa felicidade;
E ignora a nossa existência;
Porque então o desgaste pela materialidade;
Se o nosso tempo a cada segundo perde fulgência?



LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

terça-feira, 9 de junho de 2020

QUEM ME DERA SABER por Leandro Emanuel Pereira

Nascemos e o nosso percurso enquanto seres sociais, está concomitantemente ligado às influências que temos, seja no que concerne às esferas familiar, escolar e profissional. O contexto socioeconómico tem especial relevância em sociedades capitalistas, algo que foi adensado sobretudo a partir da primeira revolução industrial. Apesar de tudo, podemos verificar mesmo em situações vaticinadas ao fracasso, onde seres humanos que nascem em famílias carenciadas, do ponto de vista financeiro e educacional, conseguem de forma inexoravelmente resiliente, catalisar a sua força através do sofrimento, não cedendo ao caminho mais fácil e talvez natural, como o da indigência ou do crime, tornando as suas vidas valerem a pena. O inverso também acontece com frequência, onde pessoas nascidas sem carências de índole material, embora com carências de outra natureza, provavelmente afetiva, e eventualmente por lhes ser negada a possibilidade do tédio, caem no marasmo. Esta é a complexidade do ser humano. Como postulou um dia Jean Paul Sartre, "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim".

– QUEM ME DERA SABER –

Quem me dera saber;
Quem eu era;
Antes de me conhecer;
Se mera fuligem, ou vitalidade que aglomera...

A existência precede a essência;
Responsável serei então;
Pela minha veemência;
Sorte e prontidão...

A vida é uma caravela;
Num imprevisível oceano;
Só quem estiver de sentinela;
Poderá vislumbrar um caminho...

Nunca fantoches do acaso;
Jamais vítimas das vicissitudes;
A personificar um pleonasmo;
Que seja a profusão das virtudes...


LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A CORTINA QUE TRAZ A ESCURIDÃO por LEANDRO EMANUEL PEREIRA

Enquanto seres humanos, podemos ter a ilusão de sermos matéria transcendente. A nossa soberba, vai ao ponto de classificarmos o mais recente período do planeta como Antropoceno. Desde sempre apresentamos uma fiel característica. Onde mora a vontade do homo sapiens sapiens, subjuga-se a vontade da fauna e da flora. Está claro que a seu tempo, a natureza impõe a sua medida…

– A CORTINA QUE TRAZ A ESCURIDÃO –

Pela frincha do desconhecido;
Sobressalta o intruso;
Para o terror vocacionado;
Escalpela tanto o refinado como o obtuso...

A cortina que traz a escuridão;
Vem com mentira e perfidez;
Quem produz maldição;
Vende a própria panaceia com avidez...

Então a civilização encurta a sua esperança;
Por ver a sua liberdade reduzida;
Quando escravos já eram por herança;
De um capitalismo de moral falida...

Não sei se somos;
O inferno de outra dimensão;
Critérios temos;
E não nos falta vocação...

Enquanto a força nos permite;
Praguejar em nome da impotência;
Criamos soluções dignas de quem resiste;
O vamos ficar bem é uma incumbência...

Existe porém um paradoxo a dirimir;
A fratura entre a vitalidade;
De um planeta que se faz sentir;
E uma vilipendiosa humanidade...

O equilíbrio sempre foi de difícil intento;
Embora a sorte proteja os audazes;
Mas escudarmo-nos com este argumento;
Não nos torna mais capazes...

Com o progresso;
Foi-se a solidão;
Acabou-se o sossego;
Ganhou força a desunião...

Os afetos deram vez aos computadores;
País e filhos passaram a não falar;
Tantos dissabores;
Que teimam em proliferar...

O intelecto que nos diferencia;
Dos outros animais;
Traz consigo responsabilidade e ousadia;
Sem os quais, os desígnios são fatais...

Fomos mentores de complexos conceitos;
A economia, o dinheiro ou a moral;
Um cardápio cheio de defeitos;
Que não garantiu equidade cabal...

Pois, a natureza é sapiente;
Não suscetível a pressões;
A sua curadoria magnificente;
Impõe tempestades, consubstanciadas em grilhões...

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

segunda-feira, 30 de março de 2020

ABRE AS PORTAS DA OUSADIA por LEANDRO EMANUEL PEREIRA

Viver uma vida com propósito é algo que nos conecta com o universo, pois este último é pura harmonia na sua génese e o ser humano nada mais é que poeira cósmica. Ao nos resignarmos à mediocridade, a uma vida ignóbil, desmerecemos o ato fecundo da nossa solene existência… 

– ABRE AS PORTAS DA OUSADIA – 

Abre as portas da ousadia;
Não queiras ser;
Simples produto de uma profecia;
Tens muito mais para oferecer...

Jamais te resignes ao razoável;
Derivas de um design transcendente;
Onde a falta de capricho é impraticável;
Tens a curadoria da alma senciente...

A espada da mediocridade;
Dilacera o mais alto dos escuteiros;
Mas tu tens o escudo da humildade;
Vives no castelo dos guerreiros...

Saberás enfrentar a demanda;
Do mais sórdido inimigo;
No teu coração ninguém manda;
Nem a razão de um louco desguarnecido...

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

domingo, 17 de novembro de 2019

ÍNCLITA ESTOICIDADE de LEANDRO EMANUEL PEREIRA

Escreveu um dia Luís Vaz de Camões, do alto da sua clarividência, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". Tanta assertividade e vislumbre numa expressão tão lacónica. Vejamos que hoje estamos extremamente assustados, com as sucessivas metamorfoses que a sociedade sofre. Serão as novas realidades sociológicas desprovidas da bússola moral que promove os valores de fraternidade; solidariedade; compaixão; etc? Ou por virtude do intenso encantamento tecnológico que nos assoberba de forma crescente sobretudo nos últimos cinquentas anos, alteramos forçosamente a forma de pensar e sentir? Talvez uma forma simples de avaliar as questões supramencionadas será colocando outras questões pragmáticas com potencial revelador. O índice de felicidade das pessoas tem aumentado à medida que o avanço tecnológico avança? A diversidade na escolha é sinónimo de felicidade, ou causadora de inquietação? Porque as pessoas hoje ao invés de usufruírem dos momentos que se apresentam, preocupam-se com maior veemência em registar os mesmos, sobretudo para mostrar a terceiros nas redes sociais que a respetiva vida é plena de propósito, quando na verdade este comportamento denuncia um pungente vazio existencial?

– ÍNCLITA ESTOICIDADE –

A quem queremos enganar?
A nós próprios?
Tantas selfies para registar;
O vazio que espelha os nossos escombros...

Com sorte a memória da nossa existência;
Perdurará até aos nossos netos;
Augurávamos que o tal Deus nos oferecesse especial clemência?
Mas como, se fomos nós que o criamos?

Só podemos viver;
Se aceitarmos que nascemos para morrer;
Uma estoicidade urgente a prover;
No intuito da humanidade fortalecer...

Se cultivas o corpo;
Mas não instruis a mente;
Desarmonizas o endosso;
Do acervo senciente...

A escolha do caminho sapiente;
Traz dor em sua génese;
Conquanto permite o vislumbre da verdade;
A volúpia enaltece...

Somos livres no entanto;
Para sermos prisioneiros;
Se negarmos o pensamento;
Da própria vida não seremos marinheiros...

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

LASCÍVIA de LEANDRO EMANUEL PEREIRA

É comum constatar-se sentimento de culpa por parte de muitas pessoas, no que concerne à fruição de momentos de prazer. Como se não fossem dignas de aproveitar o que a vida tem de bom, pois segundo postulados eclesiásticos, para alcançarem o olimpo devem primeiro sofrer na terra. Este severo e obscurantista legado secular que tolda a humanidade, através do inconsciente coletivo cujos efeitos perversos só poderão ser ultrapassados com recurso a instrução científica aliada à força mental para que seja possível aceitar a real insignificância do homo sapiens sapiens no espetro cosmológico. Se somos perecíveis, inteligentes e sencientes é naturalmente legítimo almejar uma vida plena de lascívia…

 – LASCÍVIA –

O apimentar da circunstância;
Enaltece a chama da vida;
O prazer jamais será uma manigância;
Sentir e amar procurarão sempre uma saída...

Socialmente somos segregados;
Se a luxúria abraçarmos;
Porém não se sintam culpados;
No deleite se esculpem os agrados...

O sexo é tabu;
Paradoxo sem noção;
Já para não falar do nu;
Olhos tapados não caem em perdição...

Assim governo e religião;
Manipulam as suas marionetas;
Sedentas de conforto e pão;
Engolem todas as tretas...

Mas e quando o corpo exasperar?
Não se lhe pode negar uma pulsão;
O desejo jamais pode eternamente aguardar;
Por um rebuscado guião...

A história evidenciou os resilientes;
Que através da arte efervescente;
Vislumbraram propósitos magnificentes;
Desassombrando assim a lascívia fervilhante...

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

À PROCURA DE SENTIDO de LEANDRO EMANUEL PEREIRA

A psicologia vem corroborando consecutivamente, o facto de uma das atividades que mais contribuem para o aumento do índice de felicidade é viajar. Algo aparentemente compreensível, na medida em que quando viajamos somos sobressaltados com a novidade, seja por conhecermos locais que nunca visitamos (ainda que visitemos os mesmos locais por várias vezes, pois como Heráclito defendia, “ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio”) seja por podermos conhecer novas pessoas, cheiros e sabores. Usufruir destes momentos através de uma contemplação frugal é algo que nos pode provocar boas sensações. Existe, todavia uma tendência contemporânea, onde viajar se verifica como um ato compulsivo, onde com frequência as pessoas o fazem sem aproveitar o momento, uma vez que apesar de ainda não terem terminado uma viagem, já estão assoberbados pela ânsia da próxima, pois não podem deixar de inundar as suas redes sociais com as selfies ornamentadas de praias paradisíacas, não vão os respetivos status serem afetados por uma diminuição de “likes”.
Sofremos de um vazio existencial, onde nos autoflagelamos pelo simples facto de em vez de aproveitarmos o resultado das nossas escolhas, ficamos obcecados com o que eventualmente podemos ter perdido nas hipóteses declinadas. Será a diversidade sinónimo de felicidade?
A viagem suprema é a que temos que fazer ao nosso interior, aquela que muitas vezes adiamos por não querermos enfrentar os nossos fantasmas, mas enquanto não os domarmos seremos nós as suas marionetas.

– À PROCURA DE SENTIDO –

O puzzle que não encaixa;
Por mais viagens que coleciones;
O vazio não rechaça;
Por mais fotografias que seleciones…

Será a viagem ao teu interior;
A mais difícil e reveladora;
Enquanto não deres sentido à tua dor;
Figurará como tua tutora…

Os teus sonhos só farão sentido;
No momento em que estiverem em sintonia;
Com a verdade a que foste nascido;
Indaga pela vertigem da tua própria sinfonia…

Paradoxal esta misantropia patológica;
Se choras no teu retiro implorando afetos;
Porque com audiência intumesces o teu ego?
Tentando fazer crer que não necessitas de afagos…

A noção de finitude;
Deveria ser o mote;
Para o fomento de afetos amiúde;
Talvez tivesses melhor sorte…

A perecibilidade;
Adorna a marca da tua amplitude;
Transforma a miserabilidade;
Na luz da sagacidade...

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

domingo, 28 de julho de 2019

DÔR de LEANDRO EMANUEL PEREIRA

AFORISMO ACERCA DO POEMA “DÔR”: Na sociedade contemporânea, sobretudo no mundo ocidental, verifica-se uma crise de valores, nomeadamente no que concerne à moral e ética, assim como se compreende que a volatilidade relativa à evolução tecnológica e ao fenómeno da moda, cria um grau de instabilidade psicológico nas pessoas que promove o desenvolvimento de falsas expectativas em relação ao índice de felicidade que é passível de ser alcançado, como se este pudesse ser um fenómeno estanque e linear na vida de alguém. Com todo este fenómeno, as pessoas sentem a necessidade de criar "personas" nefastas que escondem a sua real essência e portanto ficam cada dia que passa mais enclausuradas, numa dor existencial que as aflige e corrói as respetivas entranhas...

– DÔR –

Dói a clara noção;
De tão real que surge;
Estar sozinho numa multidão;
No marasmo que nos aflige…

Imploramos por um simples abraço;
Chegamos a roçar uns nos outros;
Para sentirmos na alma o afago;
A constatação do quanto vulneráveis somos…

Dói compreender o rumo da humanidade;
Aferir a incapacidade na dissolução do vil egocentrismo;
O flagelo que nos sentenciará sem piedade;
Sublimamos as nossas maldades com fortuito hedonismo…

Teremos a sapiência;
Para colmatar as nossas fraquezas?
Transformar a insolência;
Em frugais idiossincrasias…

Dói velejar;
Num mar de pruridos;
Sem a esperança de atracar;
Na terra dos ensejos…

Os cândidos sempre apregoarão;
Palavras de alento resplandecentes;
Não abraçar o obscurantismo de antemão;
Aponta a revelação e o abismo dos descrentes…

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.