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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

CLASINA MARIA HOORNIK por Marvyn Castilho

– CLASINA MARIA HOORNIK –

Engelhados versos deitados no andrajo carnal.
Vergastada da existência, inumada outrora,
Langue cenho, no eflúvio de uma lágrima atra.

Debalde esperança, em um ulterior feral.
Ode tétrica a esmo no ínfimo,
Inefável carpir a intumescer no íntimo.

Álgida lufada do lúrido amor...

Silente no esmaecer de um olor.


Marvyn Castilho.
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XXVIII de junho de MMXIX. E. V.
Dies Veneris

sábado, 3 de abril de 2021

SUBSTITUÍVEL por Marvyn Castilho

– SUBSTITUÍVEL –

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Não porque o dia teve um tetro epílogo,
Em um lúrido ocaso, na solidão de um pego,
E não porque ouvi o silêncio intangível.

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Não porque ouvi a marafona que chorrou,
Ou porque a debalde esperança de existir um Deus findou,
No ecoar do estrépito de um estupro indelével.

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Não porque avistei um errante refugo de homem invisível,
E hauri o seu rebotalho de desventura e clamor.

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Quando a treda morte imponderável,
Deitou o meu estofo carnal, no seu tálamo de amor.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XIX de março de MMXXI. E. V.
Dies veneris.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

MEDO por Marvyn Castilho

– MEDO –

Ele anula o desejo,
Não permiti amar,
Amortalha o pensar,
E mortifica o crasso pejo.

No seu lúrido trino, a ecoar,
Gélido átimo de torpor,
Nas langues flores das horas, sem olor,
E na sanha inefável, no íntimo a inumar.

Pélago umbroso, álgido e cavo,
Haurir de um licor travo,
No obliterar de cada ensejo.

Eflúvios dos sonhos, a esmaecer,
Ingente nevrose a intumescer,
No atro e indelével medo, em lampejo.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XIII de abril de MMXX. E. V.
Dies Lunae.

domingo, 16 de agosto de 2020

ESPERANÇA por Marvyn Castilho

– ESPERANÇA –

*

Lufada de tépido alento,
No atro andejo algente,
No desvelar do ensejo dolente.

*

Estertor deixado ao silamento.
Quando na existência a dolência obliterar,
Meu langue ser ela vai abarcar.

*

Em um alvorecer de uma noite gélida.

*

E no epílogo da desdita silenciada.

*

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XXXI de março de MMXX. E. V
Dies martis.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

ÉRIKA por MARVYN CASTILHO BRAVO

– ÉRIKA –

Era uma noite lúrida...
Com um mavioso e pálido luar,
A solidão, meu ser foi abarcar,
A alcova era tétrica, como uma ermida.

Com um atro ar vicíado e algente,
Eu tinha apenas uma garrafa de tinto, como alento,
Para silenciar o meu ingente lamento,
Em um debalde epílogo para esse ensejo dolente...

Com minh' alma amofina e nua,
Precipitei um errar, pela erma rua,
Foi quando avistei uma silhueta langue.

Que desvelava um ínfero carpir, no seu olhar,
Que por amar, a existência veio a findar,
No álgido ósculo, que a morte tange.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em VII de março de MMXX. E. V.
Dies saturni.

sábado, 23 de maio de 2020

ANDREW por MARVYN CASTILHO BRAVO

– ANDREW –
(Ao meu estimado rebento, Andrew)

É ledo a sua companhia,
No dia gris do atro cismar,
Ou no ensejo inumado na melancolia,
Donde n’alma a dolência vem abarcar.

Quando uma álgida lágrima,
No langue cenho flanar,
No epílogo da feral desdita,
No alento da morte meu ser silenciar...

Sua face pueril vou rememorar,
No alvitre do seu sorrir, vogar,
Pelo Dédalo da sua álacre lembrança, meu ser segredar.

Destarte, na lisura do seu onírico amor,
No edênico torpor...
Meu andrajo carnal gélido vai deitar.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em I de agosto de MMXVIII. E. V.
Dies Mercurii

terça-feira, 31 de março de 2020

GRASNAR ÍNTIMO por MARVYN CASTILHO BRAVO

– GRASNAR ÍNTIMO –

Ah! Esse sopro de agrura,
Amortalhado no inconsciente.
Uma lufada da angústia atra,
Despertando minha lembrança silente.

Dolência no brado desvelado,
E deitada no roto andrajo carnal.
Inefável padecer olvidado,
Em esmaecida lágrima feral.

Alvitre no jazer do estofo carnal deletério,
Divagando sob tetro velário,
Íntimo deveras dorido...

No ergástulo cavo,
Turgescer do ser no pélago travo,
E no corpo, um grasnar inumado.

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XVIII de agosto de MM XVIII. E. V.
Dies Saturni.

domingo, 17 de novembro de 2019

NECRÓPOLE de MARVYN CASTILHO BRAVO

– NECRÓPOLE –

Jardim de lufadas álgidas,
Ingente padecer de flores langues,
Regadas com eflúvios de saudades,
Debalde, rememorar das lembranças.

Em musgo e gris epitáfios.
Alvitre da feral poeira do tempo.
No epílogo da desventura e lamento,
Vozes veladas em silêncios.

Olor mefítico a errar,
Estofo carnal, em seu atro findar,
No rebotalho da existência...

Olvidado no tetro esquife a esmaecer,
Sonho do ulterior a fenecer,
Dorido adeus que a morte silencia.

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE
Em II de novembro de MMXIX. E. V.
Dies saturni.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Verônica Franco de MARVYN CASTILHO BRAVO

– VERÔNICA FRANCO –

“A mulher não existe.”
Ecoa Lacan em uma fala...
A fêmea no jazer algente,
No feminicídio que se propala.

A mulher está no erro,
Da palavra a ensejar,
No desejo do Outro,
E no estrupo no íntimo a inumar.

Está em Maria, Kali, Isís,
Verônica Franco e na poesia da sua íris,
No cavo do útero nenhures.

Na silente lágrima amortalhada,
No cenho da marafona na noite desvelada,
E no debalde horizonte algures.

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE
Em IX de agosto de MMXVIII. E. V.
Dies mercurii