terça-feira, 24 de setembro de 2019

Verônica Franco de MARVYN CASTILHO BRAVO

VERÔNICA FRANCO

“A mulher não existe.”
Ecoa Lacan em uma fala...
A fêmea no jazer algente,
No feminicídio que se propala.

A mulher está no erro,
Da palavra a ensejar,
No desejo do Outro,
E no estrupo no íntimo a inumar.

Está em Maria, Kali, Isís,
Verônica Franco e na poesia da sua íris,
No cavo do útero nenhures.

Na silente lágrima amortalhada,
No cenho da marafona na noite desvelada,
E no debalde horizonte algures.

Em IX de agosto de MMXVIII. E. V.
Dies mercurii

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE

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