terça-feira, 9 de junho de 2020

AIL – ACADEMIA INDEPENDENTE DE LETRAS por JOSE ALFREDO EVANGELISTA

AIL – ACADEMIA INDEPENDENTE DE LETRAS

ALTIVA, INCESSANTE E LONGÂNIME;
ATIVA, INTRÉPIDA E LABORIOSA;
AUDAZ, IDEALISTA E VITORIOSA!

ACADEMIA INDEPENDENTE DE LETRAS
SUA “SIGLA” REMETE A GLORIOSOS ADJETIVOS
QUE, ENCERRA TODA SUA GRANDEZA!

SUA SINGELEZA TEM O TAMANHO DE UM GIGANTE
COM ESCRITORES FLAMANTES É O SUPORTE
DE APORTE CULTURAL E MAGISTRAL DAS LETRAS!

“AIL”: ALTIVA ACADEMIA ECOA SABEDORIA...
INTRÉPIDA E CORAJOSA PLÊIADE DE POETAS
NA CULTURA SÃO PROFETAS!

AUDAZ A “AIL” DA IGNORÂNCIA SE COMPRAZ
TENAZ É O SEU FERVOR, E, COM AMOR,
BRINDA A CULTURA NO SEU LABOR!

“AIL” – ACADEMIA DE LETRAS, QUAIS
BORBOLETAS POUSAM, DE FLOR EM FLOR,
NOS JARDINS DO SABER E DO AMOR!

ALTIVA, INTRÉPIDA E AUDAZ
COM ÍMPETO VORAZ

MERGULHA NAS PROFUNDAS ÁGUAS
EM MARES REVOLTOS, E BUSCA
INSPIRAÇÃO NAS LETRAS COM DEVOÇÃO!

“ACADEMIA INDEPENDENTE DE LETRAS” 
FAROL QUE LEVA LUZ ÀS TREVAS...
PROPÕE CONHECIMENTOS SEM RESERVAS!

JOSÉ ALFREDO EVANGELISTA
Cadeira n.34. Homo Literatus.

TITULARES DO PODER: CONSCIENTES PELAS BOAS OU MÁS PRÁXIS por DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO


TITULARES DO PODER: CONSCIENTES PELAS BOAS OU MÁS PRÁXIS – O poder democrático, ao serviço do bem-comum, que o mesmo é dizer, do povo, independentemente dos estatutos individuais, pode constituir um chavão eleitoral, uma utopia, ou uma promessa demagógica em campanha política. O título em destaque seria suscetível de interpretação político-partidária se não se esclarecesse que o termo “socializante” é aqui utilizado na dimensão social do homem, da comunidade e do poder.
Exercer o poder democrático, sem preocupações sociais, também aqui considerando as diversas vertentes da socialização, designadamente: cultura, educação, religião, trabalho, saúde, formação, entre outras, revelaria, por parte de quem o exerce, a grande insensibilidade, e constituiria uma inaceitável injustiça, que não se coadunam com os valores da democracia, entre estes, a liberdade, a igualdade e a fraternidade, até porque o homem é um ser naturalmente social, e não teria condições para viver à margem da sociedade, mesmo que em certas situações pudesse estar muito afastado das normas, regras, condutas e valores societários.
Os titulares do poder: civil, miliar, político, empresarial, religioso, bem como quaisquer outras formas de domínio, serão sempre os primeiros responsáveis pelas boas ou más práticas, no exercício das respetivas funções. Nesta perspetiva, devem preocupar-se com a sua própria formação, e também cultivar um espírito de serviço público social, obviamente, sem prejuízo dos objetivos e finalidades da instituição que dirigem, no contexto da sociedade em que se inserem, porque o poder democrático socializante, no sentido já definido, é compatível com quaisquer atividades, inclusivamente, no âmbito militar, principalmente em tempo de paz.
Se se considerar que toda a pessoa sempre exerce algum tipo de poder, público ou privado, incluindo-se aqui na própria família, rapidamente se pode verificar que, utilizando-se princípios de: sabedoria, prudência, moderação, compreensão, tolerância, respeito e responsabilidade, os resultados serão favoráveis para todos os intervenientes.
Comportamentos sociais, democráticos, virtuosos, estes no sentido da objetividade, das realidades existentes e no relacionamento interpessoal, podem estabelecer a diferença entre: a construção de uma sociedade moderna, humanista, motivada e disponível para abraçar as grandes causas, na prática de atos altruístas; e uma outra sociedade cujos dirigentes enveredam pelo autoritarismo, pela prepotência, pela perseguição e eliminação político-social dos que, ideologicamente, se lhes opõem.
O poder totalitário, persecutório e ditatorial, muito dificilmente reunirá condições que contemplem a maior parte das diversas vertentes sociais: da educação à formação; da cultura ao lazer; da saúde à habitação; do emprego à reforma; da religião à axiologia. Estas práticas despóticas, também se verificam ao nível de muitas instituições, inclusivamente, daquelas que até têm uma natureza religiosa, de solidariedade social, cultural, desportiva e outras similares.
Importa, portanto, destacar as virtualidades do poder democrático, obviamente, sem perda da autoridade que lhe é devida e até vantajosa, aceitando-se a orientação segundo a qual: «A ordem social não pode ser mantida sem autoridade, mas esta não significa força bruta, porque a força bruta é apenas manifestação excepcional de autoridade e não pode ser permanente. (...) Autoridade pessoal é baseada nas qualidades do indivíduo, no seu magnetismo às vezes extraordinário, nos dotes pessoais que possui. É a autoridade exercida pelos líderes pessoais, que conseguem espontaneamente a colaboração dos liderados.» (TORRE, 1983:178-179). 
Em bom rigor, é oportuno destacar que parte significativa do sucesso do poder democrático socializante depende: das capacidades, conhecimentos, experiências e, principalmente, da sabedoria, prudência e sensibilidade dos dirigentes, em particular; e de todos os indivíduos, em geral, para administrar a justiça na repartição dos bens sociais, o que implica um total sentido ético-moral, justamente para que as virtualidades do poder não se desconfigurem.
A justiça é dos caráteres bem formados, prudentes e sensibilizados para as situações que afetam os mais desfavorecidos, os carenciados e os que, de alguma forma, estão marginalizados, porque também é verdade que: «A injustiça é encontrada em todas as partes algumas vezes consequência de ações conscientes de pessoas de má índole ou mal intencionadas, algumas vezes consequência de julgamentos ou decisões parciais ou protecionistas, algumas vezes resultantes de preconceitos e outras vezes, de erros involuntários, deficiências ou ausência de critérios de conceder ou repartir alguma coisa.» (RESENDE, 2000:186).
O poder democrático socializante, que se vem defendendo, naturalmente, e por si só, não será suficiente para implementar e demonstrar todas as suas virtualidades. Ele carece de executores preparados, sensibilizados e competentes na perspetiva dos melhores resultados sociais, com justiça e oportunidade, no tempo e no espaço. E se nas sociedades alargadas, multiculturais, urbanizadas, onde os seus membros se conhecem, ou então serão mesmo estranhos entre eles, outro tanto não se verificará nas comunidades locais ao nível das Freguesias e Concelhos portugueses.

BIBLIOGRAFIA

RESENDE, Enio, (2000). O Livro das Competências. Desenvolvimento das Competências: A melhor Auto-Ajuda para Pessoas, Organizações e Sociedade. Rio de Janeiro: Qualitymark

TORRE, Della (1983). O Homem e a Sociedade. Uma Introdução à Sociologia. 11ª Edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional


Venade/Caminha – Portugal, 2020 
Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO
02º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

QUEM ME DERA SABER por Leandro Emanuel Pereira


Nascemos e o nosso percurso enquanto seres sociais, está concomitantemente ligado às influências que temos, seja no que concerne às esferas familiar, escolar e profissional. O contexto socioeconómico tem especial relevância em sociedades capitalistas, algo que foi adensado sobretudo a partir da primeira revolução industrial. Apesar de tudo, podemos verificar mesmo em situações vaticinadas ao fracasso, onde seres humanos que nascem em famílias carenciadas, do ponto de vista financeiro e educacional, conseguem de forma inexoravelmente resiliente, catalisar a sua força através do sofrimento, não cedendo ao caminho mais fácil e talvez natural, como o da indigência ou do crime, tornando as suas vidas valerem a pena. O inverso também acontece com frequência, onde pessoas nascidas sem carências de índole material, embora com carências de outra natureza, provavelmente afetiva, e eventualmente por lhes ser negada a possibilidade do tédio, caem no marasmo. Esta é a complexidade do ser humano. Como postulou um dia Jean Paul Sartre, "Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim".

– QUEM ME DERA SABER –

Quem me dera saber;
Quem eu era;
Antes de me conhecer;
Se mera fuligem, ou vitalidade que aglomera...

A existência precede a essência;
Responsável serei então;
Pela minha veemência;
Sorte e prontidão...

A vida é uma caravela;
Num imprevisível oceano;
Só quem estiver de sentinela;
Poderá vislumbrar um caminho...

Nunca fantoches do acaso;
Jamais vítimas das vicissitudes;
A personificar um pleonasmo;
Que seja a profusão das virtudes...


LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

sábado, 23 de maio de 2020

ANDREW por MARVYN CASTILHO BRAVO


– ANDREW – (Ao meu estimado rebento, Andrew)

É ledo a sua companhia,
No dia gris do atro cismar,
Ou no ensejo inumado na melancolia,
Donde n’alma a dolência vem abarcar.

Quando uma álgida lágrima,
No langue cenho flanar,
No epílogo da feral desdita,
No alento da morte meu ser silenciar...

Sua face pueril vou rememorar,
No alvitre do seu sorrir, vogar,
Pelo Dédalo da sua álacre lembrança, meu ser segredar.

Destarte, na lisura do seu onírico amor,
No edênico torpor...
Meu andrajo carnal gélido vai deitar.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.

Em I de agosto de MMXVIII. E. V.
Dies Mercurii

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A CORTINA QUE TRAZ A ESCURIDÃO por LEANDRO EMANUEL PEREIRA

Enquanto seres humanos, podemos ter a ilusão de sermos matéria transcendente. A nossa soberba, vai ao ponto de classificarmos o mais recente período do planeta como Antropoceno. Desde sempre apresentamos uma fiel característica. Onde mora a vontade do homo sapiens sapiens, subjuga-se a vontade da fauna e da flora. Está claro que a seu tempo, a natureza impõe a sua medida…

– A CORTINA QUE TRAZ A ESCURIDÃO –

Pela frincha do desconhecido;
Sobressalta o intruso;
Para o terror vocacionado;
Escalpela tanto o refinado como o obtuso...

A cortina que traz a escuridão;
Vem com mentira e perfidez;
Quem produz maldição;
Vende a própria panaceia com avidez...

Então a civilização encurta a sua esperança;
Por ver a sua liberdade reduzida;
Quando escravos já eram por herança;
De um capitalismo de moral falida...

Não sei se somos;
O inferno de outra dimensão;
Critérios temos;
E não nos falta vocação...

Enquanto a força nos permite;
Praguejar em nome da impotência;
Criamos soluções dignas de quem resiste;
O vamos ficar bem é uma incumbência...

Existe porém um paradoxo a dirimir;
A fratura entre a vitalidade;
De um planeta que se faz sentir;
E uma vilipendiosa humanidade...

O equilíbrio sempre foi de difícil intento;
Embora a sorte proteja os audazes;
Mas escudarmo-nos com este argumento;
Não nos torna mais capazes...

Com o progresso;
Foi-se a solidão;
Acabou-se o sossego;
Ganhou força a desunião...

Os afetos deram vez aos computadores;
País e filhos passaram a não falar;
Tantos dissabores;
Que teimam em proliferar...

O intelecto que nos diferencia;
Dos outros animais;
Traz consigo responsabilidade e ousadia;
Sem os quais, os desígnios são fatais...

Fomos mentores de complexos conceitos;
A economia, o dinheiro ou a moral;
Um cardápio cheio de defeitos;
Que não garantiu equidade cabal...

Pois, a natureza é sapiente;
Não suscetível a pressões;
A sua curadoria magnificente;
Impõe tempestades, consubstanciadas em grilhões...

LEANDRO EMANUEL PEREIRA.
03º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

MÃE. GARANTIA DO AMOR INQUEBRANTÁVEL de DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO

MÃE. GARANTIA DO AMOR INQUEBRANTÁVEL: Não é nada fácil ser Mãe, ainda que a análise parta de um homem, na medida em que ao longo da história da humanidade, a Mãe tem arcado com as maiores responsabilidades na família e na sociedade porque: em primeira instância, é ela que prepara homens e mulheres para o mundo; é ela que ensina as primeiras palavras, as boas-maneiras, os bons hábitos.
Quem não se sente honrado, feliz e abençoado por ter a Mãe presente, sempre do seu lado, nas alegrias e nas tristezas, nos sucessos e nos fracassos, na saúde e na doença? Quantas pessoas em geral, e quantos filhos, em particular, suspiram pela sua Mãe, ou porque ela faleceu, ou porque teve de abandonar o lar, por razões que nem sempre serão da sua exclusiva responsabilidade? A Mãe, em toda a sua plenitude, é indispensável.
Quantas vezes ao longo da vida recorremos à nossa Mãe: para nos ajudar, material e/ou espiritualmente; quantas vezes ela nos negou a sua ajuda? Quantas vezes nós nos interrogamos, profundamente ansiosos: Mãe, onde estás? Ajuda-me! Não me abandones, Mãe!
É muito difícil refletir-se e escrever-se sobre a Mãe, em geral; e sobre a nossa Mãe, em particular, sem que os sentimentos de amor, de saudade ou até de arrependimento, pelo que de errado tenhamos feito, contra a nossa Mãe, nos chamem à razão, nos alertem para a riqueza que temos, ou perdemos, ou ainda que maltratamos.
De facto, ter Mãe é a maior riqueza que se pode obter neste mundo, e quando a nossa Mãe se nos revela com todo o seu amor, sem limites, nem julgamentos e condenações prévios, nem exigências de nenhuma natureza e que, simultaneamente, nos defende, nos elogia, nos projeta para a vida e para a sociedade, então consideremo-nos as pessoas mais felizes e mais ricas do mundo, porque é impossível uma felicidade maior do que termos a nossa Mãe.
Reconhecendo-se como insubstituível as funções de Mãe, numa sociedade civilizada, defensora e praticante dos mais elementares valores do amor, da dignidade e da felicidade, é tempo de se engrandecer a Mulher, nesta sua dimensão ímpar, concedendo-lhe as condições necessárias para que ela tenha um papel mais ativo e decisivo na formação das mulheres e dos homens que, num futuro próximo, nos vão governar, porque cada vez mais se faz sentir a necessidade de uma sociedade mais humana, mas justa e fraterna.
As Mães de todo o mundo transportam nos seus ventres e lançam para a luz do dia crianças que carecem, não só enquanto tais, mas durante toda a vida, dos valores e sentimentos que suas mães lhes podem e, certamente, transmitem. Nota-se muito bem uma criança que está sob a proteção e amor de sua mãe, daquela que não tem ou nunca teve essa bênção divina.
Como é triste ouvir os choros lancinantes de uma criança, ou até de um adulto, a chamar pela sua Mãe, a pedir-lhe socorro, a pedir-lhe comida, agasalho, proteção e amor. Como estas situações penetram bem fundo na consciência de quem sabe o que é ter uma Mãe, o sorriso carinhoso da Mulher que primeiro se ama na vida, a doçura de um beijinho, a suavidade de uma carícia terna e meiga e, também de uma “palmadinha” para nos chamar a atenção das nossas traquinices.
Como é bom ter a Mãe do nosso lado, sem condições, nem exigências, e sempre junto de nós, qual baluarte de defesa das nossas fragilidades! Com é imenso o amor de Mãe que pelos seus filhos é capaz de vencer tudo e todos. Como é essencial o acompanhamento de uma Mãe, ao longo das nossas vidas. Como o mundo seria melhor se nós ouvíssemos os sábios conselhos das nossas mães, os valores e sentimentos que elas nos transmitem.
E como será bom para uma Mãe receber dos seus filhos o respeito, a admiração, o amor incondicional. E, quando necessário, tal Mãe poder contar com o filho, igualmente, do seu lado e com ele resolver os problemas da vida. Como será gratificante para uma Mãe saber que o seu filho lhe proporcionará as melhores condições de vida, que a visitará frequentemente, ou que a terá junto de si, se a vida lhe permitir porque, em quaisquer situações, a Mãe saberá sempre compreender o filho e enquanto puder, mesmo na velhice, mesmo privando-se de bens essenciais à sua vida e saúde ela, essa Mãe extremosa e amorosa, continuará a velar pela felicidade do seu filho e, quantas vezes, dos netos.
Seria muito significativo e revelaria boa formação e sentimentos nobres, toda aquela pessoa que, sendo detentora de um qualquer poder, especialmente os líderes: políticos, legislativos e executivos, bem como de todas as atividades, se adotassem medidas justas, humanas e adequadas à proteção das famílias em geral, e das Mães em particular.
 Afinal foram, continuam a ser elas, as nossas Mães, que nos ajudaram a chegar até onde estamos, a elas devemos muito dos nossos sucessos, do nosso conforto e felicidade. Sem as nossas Mães do nosso lado, sem o seu amor, carinho, tolerância e auxílio, provavelmente, não passaríamos de vulgares criaturas, sem valores, sentimentos e, eventualmente, sem rumo na vida.
Por tudo isto, e não é nada pouco, governantes, que também são filhos, protegei as vossas Mães, as nossas Mães, defendei as Mães de todo o mundo, porque sem elas, seríamos incompletos. Amemos as nossas Mães, respeitemo-las através do Amor, da Doação, da Ética, da Gratidão, da Lealdade e da Honestidade. É o mínimo dos mínimos que por elas podemos fazer.
Mãe Querida, onde quer que estejas, um beijo, com imenso amor, do teu filho. A todas as Mães do mundo, em geral e, particularmente, às Mães Brasileiras, deixo aqui uma palavra de amizade, também de admiração profunda, pela forma como elas enfrentam a vida, quais GUERREIRAS, numa guerra sem fim. Um Beijinho com muito carinho e respeito, para todas vós.

Venade/Caminha – Portugal, 2020 
Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO
02º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

domingo, 19 de abril de 2020

PÁSCOA: FANTASIA E SATISFAÇÃO de DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO

PÁSCOA: FANTASIA E SATISFAÇÃO: Mais um período Pascal se está a viver, com milhões de portugueses ainda, relativamente, “crucificados” por: impostos, taxas, sobretaxas, comparticipações extraordinárias, desemprego, fome, exclusão; idosos que se “arrastam”, sem terem a certeza de quanto vão receber de reforma e/ou pensão no mês seguinte; centenas de milhares de cidadãos que procuram, desesperadamente, um trabalho; excluídos que continuam a dormir na rua, com fome, sede, frio e doentes; jovens que abandonam a família, os amigos, o país em busca, no estrangeiro, de uma vida de trabalho e de dignidade, a que têm direito, mas que o país lhes recusa; e também, milhares de pessoas que, apesar da idade, ainda poderiam ser úteis à sociedade, com a sua experiência e sabedoria, todavia, são consideradas uma espécie de excluídos especiais, porque: por um lado, não os deixam trabalhar; mas por outro lado, lhes retiraram parte dos rendimentos para os quais labutaram e descontaram décadas.
É tempo de se acabar, definitivamente, com o sofrimento e fazer descer da “Cruz” todos os portugueses que nos últimos anos foram: “crucificados”, injusta, imoral e, quem sabe, ilegalmente; é tempo de se cumprirem promessas feitas em contextos reais e que milhões de portugueses acreditaram e colaboram, para que elas fossem executadas; é tempo de nos ser restituído o respeito, a solidariedade, a dignidade devida, a pessoas verdadeiramente humanas.
Este ano, a Páscoa, enquanto acontecimento religioso no mundo católico, decorre em data muito próxima de outro grande evento nacional que é o vinte e cinco de abril, data para se comemorar a liberdade, a igualdade e a fraternidade, valores que também são essenciais para se reconhecer a dignidade humana.
Religião e Política não são incompatíveis, pelo contrário, podem articular-se, cooperar e encontrarem as soluções para que em Portugal, e no mundo, se viva com perspectivas de um futuro muito melhor, para que a sociedade portuguesa sinta, irreversivelmente, que os seus deveres são equitativamente exigidos, mas também os seus direitos integralmente respeitados.
Os Portugueses são credores, em todo o planeta, de grande admiração, respeito e estima, porque são cumpridores, honestos, trabalhadores, humildes, educados e criativos. Tais qualidades devem ser reconhecidas “cá dentro”, entre todos nós, a começar por quem nos administra e em quem milhões de cidadãos acreditaram, independentemente das opções políticas, religiosas e filosóficas de cada um e dos respetivos estatutos socioprofissionais. É tempo de “Descrucificar” a população; é tempo de a retirar, definitivamente, da “Pesada Cruz”, a que foi submetida, injustamente, durante alguns, longos, demasiado longos, anos.
Nesta Páscoa, que todos desejamos, finalmente, vivê-la com alegria e esperança, num futuro muito melhor, queremos, apesar de tudo, continuar a alimentar o “sonho da felicidade”, que se pretende realizar através da segurança, da estabilidade no trabalho, na certeza de um fim de vida confortável, sem receios de cortes nas pensões/reformas. Temos direitos adquiridos por contratos firmados, honestamente, imbuídos de boa-fé, com um parceiro que tem o dever de os cumprir e, se possível, melhorar, pelo menos em benefício dos mais carenciados e desprotegidos.
E se é certo que: «A felicidade aumenta com a intervenção social e participação nas organizações beneficientes …» (RICARD, 2005:217), então, é necessário que o Estado se preocupe muito mais com a dimensão social que deve ter para com todos os portugueses, porque temos o direito de sermos felizes, aliás: «Nascemos para sermos felizes» (MARCELO, 2016, in: BÁRTOLO, 2017:Contra-Capa), em várias dimensões: axiológica, trabalho, segurança social, saúde, educação, formação, habitação e lazer, entre outras.
É tempo de se dizer “basta”, de não se crucificar sempre os mesmos. Convoquem-se aqueles que não sendo funcionários públicos, reformados, pensionistas e trabalhadores do setor privado, mas os outros, aqueles que ocupam posições de destaque, bem remuneradas, porque, seguramente, que estes também estarão disponíveis para darem o seu contributo e, desta forma, atenuarem o sacrifício daqueles que, nos últimos anos, têm vindo a pagar a fatura de uma “despesa” que não fizeram. Corte-se no que é exagerado, nos bens e benefícios supérfluos, porque ainda nos poderá vir a fazer falta.
Mais uma Páscoa. Nesta festa da Ressurreição de Cristo Redentor: que se continue com a “ressurreição/restauração” dos restantes direitos injustamente retirados; que se prossiga no respeito por todos quantos têm contribuído, para que este país seja símbolo do cumprimento dos Direitos Humanos, das Normas Constitucionais, enfim, pela exaltação da dignidade da pessoa humana.
Infelizmente, no corrente ano, de 2020, não será possível às famílias portuguesas em particular e a outras congéneres no resto do globo, confraternizar neste dia tão festivo, de convivência, de reencontro, porquanto o Mundo está a ser “atacado” por uma terrível pandemia, que impede as pessoas ausentarem-se para fora dos seus Concelhos de residência, no caso português. Vive-se uma calamidade como já não havia memória, inclusive, entre os mais idosos.
Nesta Páscoa, ficam aqui os votos muito sinceros do autor desta reflexão, que apontam no sentido de desculpabilizar todas as pessoas que, por algum meio e processo, o prejudicaram, ofenderam e magoaram, não significando esta atitude: “passar uma esponja”; esquecimento total, mas apenas a vontade de reconciliação, de tentar novos diálogos, novas abordagens, para um melhor e mais leal relacionamento.
Páscoa que se pretende para todas as pessoas, como um dia, pelo menos um dia no ano, de reflexão, de recuperação de valores humanistas universais, um dia para festejar e recomeçar com novas: Precaução, Moderação, Robustez, Justiça, Fé, Confiança, Caridade, Comiseração e Generosidade. Uma nova Esperança Redentora, entre a família, os verdadeiros e incondicionais amigos. A todas as pessoas: Páscoa Muito Alegre e Feliz.
Desejamos a todos os portugueses que nunca mais tenham uma Páscoa tão triste como a que se viveu nos denominados anos “Troikianos” e que, atualmente, 2020, após um curto período de alguma recuperação, agora por outros motivos, se atravessa um período de profunda calamidade pública, com a pandemia que está a matar milhares de seres humanos em todo o mundo.
Queremos para toda a sociedade nacional que, tão logo quanto possível, se devolvam todos os direitos para os quais contribuímos generosamente, sempre de boa-fé. Queremos descer, finalmente, da “Cruz Pesada da Austeridade Injusta” e desejamos ultrapassar, todos juntos esta profunda crise pandémica. Queremos Solidariedade, Amizade, Lealdade, Igualdade, Fraternidade, Liberdade. Queremos a nossa Dignidade de Pessoas Verdadeiramente Humanas.

BIBLIOGRAFIA 
BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2017). Em Busca da Felicidade. Lisboa:  Chiado Editora.
RICARD, Matthieu, (2005). Em Defesa da Felicidade. Tradução Ana Moura. Cascais: Editora Pergaminho, Ld.ª.


Venade/Caminha – Portugal, 2020 
Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO
02º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

Outono de Rozemar Messias Candido dos Santos (Rozz Messias)

– OUTONO –

Hoje quero apenas deitar em teu peito
Enquanto espero a noite cair
Há uma brisa gelada lá fora
Vejo as folhas das árvores, caídas…

Tenho medo
As dúvidas serpenteiam
Por minha mente
Confundo real e imaginário

Meu coração congela
Seco como os galhos das árvores
Os sonhos caídos
Como as folhas no chão

Você se distrai
Não percebe o quanto preciso de ti
A noite toma conta de tudo
Sinto-me sonolenta

Mas está tão bom aqui
Teu calor de novo aquece meu corpo
Como promessas de verão...

Sem palavras você entrelaça nossas mãos
E eu finalmente descanso
Na brisa desse outono.

ROZEMAR MESSIAS CANDIDO DOS SANTOS
Cadeira n.99. A PERSISTÊNCIA.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Coerência entre Pensamento e Ação de DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO

COERÊNCIA ENTRE PENSAMENTO E AÇÃO: A coerência entre pensamento e praxis é uma faculdade, provavelmente, específica do ser humano, que poderá ser possível em função de princípios e valores, dos quais não se abdicam numa qualquer circunstância. Levar à prática todos os pensamentos, afigura-se, igualmente, uma tarefa de muito difícil execução. 
O pensamento, por enquanto, não é escrutinável, por instrumentos e técnicas que possam determinar, com rigor absoluto, o que cada ser humano, em cada momento da sua vida, está a pensar, pese, embora, a existência de alegadas “Máquinas da Verdade”, (Polígrafos) e outras que, dando o benefício da dúvida, e/ou a ignorância pessoal, não são autorizadas para fins criminais e outras aplicações de responsabilidade idêntica. 
O que importa refletir, neste trabalho, é: até que ponto se pode aceitar, e/ou exigir, uma praxis fiel a um determinado pensamento? Que coerência é possível entre o que se pensa acerca de uma pessoa, grupo de “amigos” e/ou profissional, uma situação e, paralelamente, no dia-a-dia, agir em conformidade com aquele pensamento? 

Aqui e para já, colocam-se duas situações: 
a) Se se pensa favoravelmente, portanto, pelo lado positivo, pelas boas qualidades que uma pessoa possui, então não haverá dificuldade em se ser coerente com tal pensamento e a praxis é reveladora disso mesmo, não havendo nela nenhuma atitude hipócrita, pelo contrário, manter-se-á, inclusivamente, alegria e prazer em conviver e trabalhar com a pessoa por quem se tem sentimentos e opiniões favoráveis;
b) Numa postura inversa, as dificuldades serão maiores e, mais tarde ou mais cedo, insuperáveis. Com efeito, pensar-se acerca de uma pessoa, grupo ou situação, sobre o que elas são, em termos de princípios e valores e juízos negativos e, simultaneamente, ter uma conduta cínica e falsa, como se tudo estivesse bem, como se na consciência do avaliador tudo fosse positivo, sobre a pessoa com que se convive, social e profissionalmente, revela incoerência e falta de ética moral e profissional, se for o caso. Nestas circunstâncias o que parece correto e digno, é o afastamento, educado, sem que isso implique ou retire os juízos de valor antes formulados 
Evidentemente que no mundo atual, assumir as consequências de um determinado pensamento em relação a pessoas, grupos e situações, pode significar: o fim de uma relação (ainda que desleal e hipócrita); o fim de uma carreira profissional; o fim de um cargo público. A estratégia adotada, como defesa e impenetrabilidade a esse pensamento é não o divulgar em todas as suas vertentes e agir, incoerentemente, transmitindo, assim, à outra parte, a ideia de que se pensa positivamente, acerca dela. É obvio que se está no domínio da hipocrisia. 
A sociedade desenvolve-se pelo princípio da influência, da troca, da oferta e da procura. Adaptar a postura do meio-termo: seja por defeito; seja por excesso, pode garantir, de facto, o equilíbrio da mesma, porém, há valores aos quais não se pode renunciar, sob pena dessa mesma sociedade ruir pelos seus alicerces. Os valores da lealdade, da coragem, da dignidade, da honestidade, da frontalidade, entre outros, são essenciais para o bom equilíbrio entre pessoas, comunidades e o mundo em geral. 
Por isso, a coerência entre o que se pensa e o que se faz é fundamental, até para tranquilizar os espíritos de quem formula princípios e juízos de valor. No campo profissional, tal coerência deve restringir-se à colaboração necessária, com vista aos objetivos a atingir, dos quais, afinal, todos beneficiam e, por outro lado, aumentará a credibilidade e prestígio das instituições. 
O mesmo poderá não acontecer no domínio estrito das relações pessoais e de amizade. Na verdade, como se podem considerar relações pessoais e de amizade, por exemplo, com um colega que é objeto de, no pensamento de outro colega, não haver as melhores referências, obviamente, no sentido positivo? Como reagir a esta situação, se na relação não pode existir verdadeira e sincera amizade? 

Também neste domínio, três alternativas se podem colocar: 
a) Ter a coragem de dizer ao colega tudo o que pensa e escreve acerca dele, iniciando assim um possível conflito, praticamente, insanável, porque escondido, provavelmente, durante algum tempo?
b) Continuar numa atitude traiçoeira, de falsa amizade e relação profissional aparentemente colaboradora?
c) Manter os princípios e juízos de valor no seu próprio pensamento e, paralelamente, proceder a um afastamento digno e paulatino, em ralação ao colega, sobre quem não se tem um pensamento favorável? 
Admite-se que muitas outras podem ser as soluções, perante uma realidade que talvez exista no pensamento de cada pessoa, ainda que o neguem. Pretende-se, aqui, defender a solução que se afigura a mais coerente entre pensamento e ação. Sendo verdade que ninguém é obrigado a revelar os seus próprios pensamentos, também é imperioso que os comportamentos contrários àqueles sejam eliminados. Isto é, se uma pessoa pensa acerca de outra que esta não possui determinadas características/qualidades, que até podem não a abonar ética ou moralmente, então só resta à primeira afastar-se, não a acompanhar ou, no mínimo, tentar não forçar ou evitar situações de convívio. 
Se uma pessoa entende que uma outra, poderá não ser bom colega de trabalho, um amigo fiel, que é capaz de atropelar certos princípios ético-deontológicos, para obter um benefício próprio, em prejuízo de outro colega, então a adequada relação profissional, e pessoal, ficam gravemente prejudicadas, restando, nestas circunstâncias, um certo desligar desse colega. 
Se uma pessoa considera, que uma outra teria uma suposta boa relação de “amizade”, mas que na hora certa não demonstra essa amizade, então a coerência desejada não se verificou e, pelo contrário, o que se conclui é que pensamento e ação, não são convergentes. 
É evidente que nesta reflexão não se pretende defender quaisquer comportamentos moralistas, até porque, isso sim, também se entraria no domínio da incoerência, justamente pelos aspetos já referidos, que resultam da sociedade em que se vive. Deseja-se, certamente, um esforço cada vez maior no sentido de, paulatinamente, se reduzirem atitudes cínicas e falsas, que afetam a boa-consciência da pessoa que, pensando de uma maneira, procede de outra. 
A coerência está, portanto, entre o que se pensa acerca de uma pessoa, grupo ou situação, e se procede de acordo com tal pensamento. Se não se gosta da pessoa, não tem que a bajular, que a acompanhar com relativa frequência e, muito menos, manter uma, ainda que aparente, relação de amizade pessoal, social, política ou mesmo profissional muito intensa, (claro que a relação profissional apenas buscará a colaboração, a troca de opiniões, tendo em vista atingir objetivos e melhoria de condições de trabalho e benefícios para todos). 
A coerência não será compatível com um pensamento negativo acerca de outra pessoa, seja pronunciado, escrito ou caricaturado e, simultaneamente, aceitar quaisquer favores, companhias e influências, quando na consciência daquele que formula os princípios e valores negativos, sabe que não deve pactuar com tais situações que, nitidamente, configuram um comportamento de deslealdade, dissimulação e cinismo. Também neste particular, a verdadeira dignidade está em não se permitir qualquer tipo de relacionamento mais próximo, exceto o profissional, embora este com as devidas reservas, salvaguardando, sempre, como já foi referido, objetivos previamente estabelecidos. 
A ideia com que se poderá ficar, salvo outras melhores e doutas opiniões, é que, quem, de alguma forma, se pronuncia, desfavoravelmente acerca de outra pessoa, deverá agir em conformidade com o seu pensamento, porque só assim se poderá, aos seus próprios olhos e consciência, tornar-se digna e credível. 
É impossível para a pessoa que formula princípios e juízos de valor, negativos, acerca de outra pessoa, conviver com esta, como se nada se estivesse ou esteja a acontecer. Então, a praxis coerente, digna e justa é, precisamente, evitar o mais possível, a pessoa avaliada negativamente, de contrário a deslealdade, a impostura e o impudor passam a valores predominantes e, qualquer dia, até os que se consideravam amigos, podem começar a suspeitar de tal amizade. 
Ainda assim, não sendo ninguém obrigado a divulgar o seu pensamento, vai persistir a questão do porquê de um afastamento. No limite, ou se informa a pessoa que nela haverá aspetos/qualidades que a denigrem, com os quais não se concorda, ou terá de se proceder ao silêncio, sem mais quaisquer informações, e às atitudes que possam conduzir a um afastamento parcial e paulatino. 
Agora, fazer de conta que nada existe, que nada de negativo se pensa, acerca da pessoa em questão e que com ela se convive cinicamente, isso é que parece difícil de executar. No limite, e para se evitar ambientes profissionais prejudiciais aos objetivos pretendidos, é necessário algum relacionamento, assumindo-se, perante o Tribunal da própria Consciência, que se está a optar pelo mal menor. Claro que cada um responde por si e decide como melhor entender. 

BIBLIOGRAFIA: CHODRON, Pema, (2007). Quando Tudo se Desfaz. Palavras de coragem para tempos difíceis. Trad. Maria Augusta Júdice. Porto: ASA editores. 

Venade/Caminha – Portugal, 2020 
Com o protesto da minha perene GRATIDÃO

DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO
02º Membro Correspondente AIL. Brasil/Portugal.

terça-feira, 31 de março de 2020

GRASNAR ÍNTIMO por MARVYN CASTILHO BRAVO

– GRASNAR ÍNTIMO 

Ah! Esse sopro de agrura, 
Amortalhado no inconsciente. 
Uma lufada da angústia atra, 
Despertando minha lembrança silente. 

Dolência no brado desvelado, 
E deitada no roto andrajo carnal. 
Inefável padecer olvidado, 
Em esmaecida lágrima feral. 

Alvitre no jazer do estofo carnal deletério, 
Divagando sob tetro velário, 
Íntimo deveras dorido... 

No ergástulo cavo, 
Turgescer do ser no pélago travo, 
E no corpo, um grasnar inumado. 

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.

Em XVIII de agosto de MM XVIII. E. V. 
Dies Saturni.