quarta-feira, 15 de julho de 2020

ÉRIKA por MARVYN CASTILHO BRAVO


– ÉRIKA –

Era uma noite lúrida...
Com um mavioso e pálido luar,
A solidão, meu ser foi abarcar,
A alcova era tétrica, como uma ermida.

Com um atro ar vicíado e algente,
Eu tinha apenas uma garrafa de tinto, como alento,
Para silenciar o meu ingente lamento,
Em um debalde epílogo para esse ensejo dolente...

Com minh' alma amofina e nua,
Precipitei um errar, pela erma rua,
Foi quando avistei uma silhueta langue.

Que desvelava um ínfero carpir, no seu olhar,
Que por amar, a existência veio a findar,
No álgido ósculo, que a morte tange.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.

Em VII de março de MMXX. E. V.
Dies saturni.

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