terça-feira, 31 de março de 2020

GRASNAR ÍNTIMO por MARVYN CASTILHO BRAVO

– GRASNAR ÍNTIMO 

Ah! Esse sopro de agrura, 
Amortalhado no inconsciente. 
Uma lufada da angústia atra, 
Despertando minha lembrança silente. 

Dolência no brado desvelado, 
E deitada no roto andrajo carnal. 
Inefável padecer olvidado, 
Em esmaecida lágrima feral. 

Alvitre no jazer do estofo carnal deletério, 
Divagando sob tetro velário, 
Íntimo deveras dorido... 

No ergástulo cavo, 
Turgescer do ser no pélago travo, 
E no corpo, um grasnar inumado. 

MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.

Em XVIII de agosto de MM XVIII. E. V. 
Dies Saturni.

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