quarta-feira, 4 de agosto de 2021

EU AINDA TE AMO por Enoque OCardozo

– EU AINDA TE AMO –

Quase tudo o que sinto...
Medo,
Dor,
Egoísmo,
ou algo parecido, defini o amor como cego.

Estou seguro de forma inexplicável que meu amor singelamente existe em outra classe do amor...
mais cruel em suas VITÓRIAS,
mais sutil em suas VARIÁVEIS derrotas,
mais prático sobre seus motivos.
Definidos a respeito da vítima ou a expertise da razão unilateral dos seres queridos e o ser reservado.
E esse... Quase tudo o que sinto, disfarçado de tudo o que cansei de procurar.
Cada vez mais se afunila e me faz pensar firmemente, que ainda te amo desejando não mais te amar.

Enoque OCardozo
Cadeira n.01. A EPIFANIA
Anno Domini Nostri Jesu Christi / 2021. Era da Graça.

Referencia bibliográfica: OCARDOZO, Enoque. FRUTAS PODRES DO AMOR PROIBIDO E A ETERNA DEPENDÊNCIA DE VOCÊ - (Crônicas, poesias e outros escritos) – 1ª ed – SÃO JOÃO/PE. Ed Academia Independente de Letras (AIL), 2021. ISBN: 978-65-87128-75-7p.105.

VÍTIMAS por Marvyn Castilho

– VÍTIMAS –

Vítimas todos somos?
Da existência sem alento,
Da famigerada saudade e seu tormento,
Do epílogo dos nossos sonhos.

Vítimas todos somos?
Do crepúsculo do feminicídio,
Do atroz e funesto infanticídio,
Da nefasta escravidão dos negros.

Da polícia e sua miríade de coação,
Da agressão sem razão,
Que oblitera o encetar da reflexão.

Vítimas todos somos?
Da asco e pueril prostituição,
Do nosso lucífugo silêncio, velado em lassidão.


Marvyn Castilho.
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em X de novembro de MMXX. E. V.
Dies martis.

EM BRASAS por Enoque OCardozo

EM BRASAS

E de repente surge um dos cheiros que adoro sentir, e a vontade de me aconchegar.
Aconchegar-me naquele aroma de amor típico, ouvindo antigas vontades se alimentarem mais e mais com pequenos prazeres.
E o sabor forte que fica junto à vontade de quero mais, seduz em brasas com cheiros e cores de fogo astuto.

Que queima;
Que sente;
Que ama;

Ante a vontade de dizer em poucas e curtas palavras, que de fato pertences a mim.



Enoque OCardozo
Cadeira n.01. A EPIFANIA
Anno Domini Nostri Jesu Christi / 2021. Era da Graça.

Referencia bibliográfica: CARDOZO, Enoque. Aberta à temporada de caça a realidade - (Crônicas, poesias e outros escritos) – 3ª ed – SÃO JOÃO/PE. Ed Academia Independente de Letras (AIL), 2018. ISBN: 978-85-85214-00-5. p.120.

CLASINA MARIA HOORNIK por Marvyn Castilho

– CLASINA MARIA HOORNIK –

Engelhados versos deitados no andrajo carnal.
Vergastada da existência, inumada outrora,
Langue cenho, no eflúvio de uma lágrima atra.

Debalde esperança, em um ulterior feral.
Ode tétrica a esmo no ínfimo,
Inefável carpir a intumescer no íntimo.

Álgida lufada do lúrido amor...

Silente no esmaecer de um olor.


Marvyn Castilho.
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XXVIII de junho de MMXIX. E. V.
Dies Veneris

sábado, 24 de abril de 2021

Nota de Falecimento/FRANKLIN LOPES DE FREITAS

A Academia Independente de Letras e ordem literária SCRIPTORIUM declaram luto oficial em virtude do falecimento do Acadêmico FRANKLIN LOPES DE FREITAS ocupante da Cadeira n.91. A SOLIDARIEDADE. No dia 22/04/2021, transmitindo assim nossos votos de pesar à sua família e amigos.

FRANKLIN LOPES DE FREITAS, sua memória permanecerá como referência para o desenvolvimento da arte e cultura literária brasileira, por sua vida e seus trabalhos, sendo honrado e lembrado com justiça pelo imortal que sempre foi.

São João/PE 24 de abril de 2021.
 
ENOQUE FERREIRA CARDOZO
Presidente fundador da AIL/SCRIPTORIUM

terça-feira, 13 de abril de 2021

Nota de Falecimento/GILSON MARCIO MACHADO

A Academia Independente de Letras e ordem literária SCRIPTORIUM declaram luto oficial em virtude do falecimento do Acadêmico GILSON MARCIO MACHADO ocupante da Cadeira n.49. A Persistência. No dia 12/04/2021, transmitindo assim nossos votos de pesar à sua família e amigos.

GILSON MARCIO MACHADO, sua memória permanecerá como referência para o desenvolvimento da arte e cultura literária brasileira, por sua vida e seus trabalhos, sendo honrado e lembrado com justiça pelo imortal que sempre foi.

São João/PE 13 de abril de 2021.

ENOQUE FERREIRA CARDOZO
Presidente fundador da AIL/SCRIPTORIUM

sábado, 3 de abril de 2021

A MULHER EM TODO O SEU ESPLENDOR por DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO

A MULHER EM TODO O SEU ESPLENDOR: São muitos os dias nacionais e internacionais que ao longo do ano se evocam e festejam, com a pompa e circunstância que são possíveis. Para cada tema, a efeméride celebra-se no dia que, consensualmente, tem sido aceite, embora, também, já se tenham verificado alterações, como por exemplo em relação ao dia da mãe, todavia, a maioria das comemorações, nos respetivos países e/ou em todo o mundo se mantenha em data fixa.
Estabeleceu-se, internacionalmente, o dia oito de março, para se festejar a importância da Mulher em todo o mundo, para que todos os seres humanos rejubilem e prestem homenagem às Mulheres: elas próprias, incluídas nas homenagens que lhes são, justamente, dirigidas; elas mesmas, o centro de todas as atenções, naquele dia. Incompreensivelmente apenas naquele dia 08 de março de cada ano e não todos os dias, como seria da mais elementar justiça.
Paradoxalmente, aquele dia não é universalmente vivido, sentido e festejado, porque a Mulher, infelizmente, ainda não ocupa o lugar, no seio da sociedade que, por mérito próprio, tem direito, reconhecendo-se, entretanto, que, ainda que timidamente, tenha havido alguma evolução favorável ao reconhecimento da sua dignidade.
Numa visão generalista, e de muito fácil entendimento, pode-se admitir, como regra universal, que a Mulher é a pessoa que primeiro se ama, por quem se tem um grande carinho, a quem se pede refúgio, que dela se recebe amor incomensurável, proteção incondicional, compreensão e tolerância sem limites. Esta Mulher, que a maioria dos seres humanos começa a amar, e por ela a ser amado, é o primeiro porto-seguro, a nossa fonte de alegria, o nosso primeiro e grande amor, é a nossa mãe.
Esta função, este elevado e nobilíssimo estatuto, sublime e inigualável, só a ela pertence, é como que uma bênção divina, uma dádiva do Criador, a admirabilíssima missão de ser mãe, por isso, mas não só, se deveria reconhecer, na Mulher, o seu papel insubstituível, a premente necessidade do reconhecimento da sua importância e da sua dignidade, a Mulher que pelo seu “sexto sentido” consegue, quantas vezes, evitar as piores desgraças e resolver, carinhosamente, problemas extremamente complexos, no seio da família e da sociedade.

DEUS. FÉ. CIÊNCIA. por DIAMANTINO LOURENÇO RODRIGUES DE BÁRTOLO

DEUS. FÉ. CIÊNCIA: O Homem vive no mundo, movendo-se no espaço e existindo no tempo. E, se por um lado, o espaço o situa no meio natural que o rodeia; o tempo, dá-lhe um passado histórico, constituindo ambos uma espécie de estrutura dialética que, logicamente, vai ditando o futuro desse mesmo Homem.
Esse mundo concreto, histórico-linguístico, onde a experiência e a compreensão têm papéis relevantes, constitui o horizonte no qual o Homem se realiza, e se compreende a si mesmo, no Universo.
Note-se, porém, que pelo fato de o Homem se realizar como um todo no horizonte do Ser, o seu mundo é um mundo humano, e a sua história, uma história humana. Por outras palavras, a sua realização, como Homem, em todo o horizonte do Ser, só é possível porque o Homem está aberto ao Ser que, por sua vez, se lhe revela em todas as coisas e sucessos do seu mundo histórico.
O Ser é, portanto, o supremo, incondicionado e ilimitado horizonte, para o qual nos dirigimos continuamente, mas sem jamais o podermos alcançar plenamente. Como condição do horizonte do mundo está o supremo e incondicionado horizonte do Ser que, além de penetrar o mundo, transcende-o, abrindo-se à autorrealização do Homem no mundo.
O Homem vê-se, assim, envolvido no seu quotidiano, com o problema hermenêutico da inteleção da existência humana no mundo, e com o problema metafísico do ser como horizonte global: do perguntar e do saber; do querer e do operar humanos; horizonte esse supremo e incondicionado, onde a diversidade histórica dos diferentes mundos de experiência e compreensão, vai buscar o seu condicionamento e entendimento.

SE TODOS SOUBESSEM por ADILSON ADALBERTO

– SE TODOS SOUBESSEM –

***

Se todos soubessem...
O quão breve é a vida
Correria atrás dos sonhos
Um dia de cada vez viveria
Cultuava as boas amizades
Deus e harmonia em família
Trabalharia para seu sustento
Bens materiais não acumularia
De manhã cedo ia ver o sol nascer
E ouvir dos pássaros a cantoria.

***


ADILSON ADALBERTO
Cadeira n.132. A ELOQUÊNCIA

SUBSTITUÍVEL por Marvyn Castilho

– SUBSTITUÍVEL –

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Não porque o dia teve um tetro epílogo,
Em um lúrido ocaso, na solidão de um pego,
E não porque ouvi o silêncio intangível.

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Não porque ouvi a marafona que chorrou,
Ou porque a debalde esperança de existir um Deus findou,
No ecoar do estrépito de um estupro indelével.

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Não porque avistei um errante refugo de homem invisível,
E hauri o seu rebotalho de desventura e clamor.

Hoje, eu descobri que sou substituível!
Quando a treda morte imponderável,
Deitou o meu estofo carnal, no seu tálamo de amor.


MARVYN CASTILHO BRAVO
Cadeira n.67. LÚGUBRE.
Em XIX de março de MMXXI. E. V.
Dies veneris.